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TRABALHADORES DA COLETA DE LIXO EM CAPELA E CEDRO DE SÃO JOÃO SÃO TRANSPORTADOS DE FORMA IRREGULAR

Também foi constatada a precariedade no fornecimento de EPI.

Trabalhadores sendo transportados nos estribos do caminhão compactador, e com Equipamentos de Proteção Individual (EPI) incompletos, além da ausência de água potável foi a situação encontrada nesta terça-feira, 08, pelo Ministério Publico do Trabalho em Sergipe, um dos integrantes da Equipe de Saneamento, na Fiscalização Preventiva Integrada da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco em Sergipe (FPI/SE).

Segundo o procurador do Trabalho Manoel Adroaldo Bispo, pelo que foi apurado até o momento os trabalhadores não recebem da prefeitura fardamento, óculos, máscaras e protetor solar. “Os trabalhadores fazem a coleta com roupas próprias, as luvas fornecidas estavam danificadas e não existe um local específico para higienização e vestiário, de modo que a roupa contaminada no trabalho não exponha a família dos trabalhadores a agentes insalubres”, explica.

A coleta de lixo em Cedro é feita por caminhão compactador alugado pela prefeitura e os trabalhadores são contratados diretamente pelo município.

“Esses trabalhadores podem estar também expostos a agentes biológicos, uma vez que no lixão foram encontradas seringas e embalagens de medicamentos de uso veterinário, além de sangue de animais”, acrescenta Adroaldo Bispo.

Flagrante

Após encerrar a atuação conjunta com a FPI, o Ministério Público do Trabalho voltou ao lixão do município de Capela, nesta terça-feira, dia 08, para dar andamento ao Inquérito Civil que já investiga a regularidade da coleta de lixo no município, e flagrou vários trabalhadores sendo transportados de forma irregular.

Chegaram ao lixão três equipes com trabalhadores da prefeitura: a primeira, no estribo do caminhão compactador, em seguida chegaram trabalhadores na carroceria do caminhão que coleta lixo e, por fim, sendo transportados entre o basculante e a cabine de caçamba, além de trabalhadores sem Equipamentos de Proteção Individual ou com os mesmos danificados.

O MPT-SE também constatou a presença de lixo hospitalar descartado juntamente com lixo de coleta regular. Segundo relato dos catadores várias pessoas já sofreram acidentes com o material hospitalar.

A FPI

Vinte e sete instituições estão articuladas na Fiscalização Preventiva Integrada em Sergipe. São 16 órgãos federais, 9 órgãos estaduais, um órgão municipal e uma instituição da sociedade civil organizada. Confira:  Ministério Público do Estado de Sergipe, Ministério Público Federal, Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, Ministério Público do Trabalho, Fundação Nacional de Saúde, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, Polícia Rodoviária Federal, Superintendência do Patrimônio da União, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, Fundação Cultural Palmares, Capitania dos Portos de Sergipe, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Museu de Arqueologia de Xingó, Universidade Federal de Sergipe, Agência Nacional de Mineração, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Conselho Regional de Engenharia e Agronomia, Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos de Sergipe, Secretaria de Estado da Cultura de Sergipe, Administração Estadual do Meio Ambiente de Sergipe, Polícia Militar de Sergipe, Grupamento Tático Aéreo da Secretaria de Segurança Pública de Sergipe, Coordenação de Vigilância Sanitária de Sergipe, Corpo de Bombeiros Militar de Sergipe, Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe, Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Aracaju e Centro da Terra - Grupo Espeleológico de Sergipe.

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