Seminário discute riscos do mau uso de agentes tóxicos para saúde dos trabalhadores
MPT-SE participou do evento com palestra sobre intoxicação exógena relacionada ao trabalho
Conscientizar sobre os riscos da má utilização de produtos e agentes tóxicos para a saúde de trabalhadores foi o foco do debate no VI Seminário Estadual de Vigilância em Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora, que aconteceu nesta terça-feira (28), no auditório do Centro Especializado em Reabilitação (CER IV).
O Ministério Público do Trabalho em Sergipe (MPT-SE) participou do evento com palestra do procurador do Trabalho Alexandre Alvarenga, que falou sobre intoxicação exógena relacionada ao trabalho. A palestra aconteceu no painel que tinha como tema “Desafios e estratégias na fiscalização do uso de agentes tóxicos: um olhar integrado entre órgãos governamentais e entidades de classe”.
De acordo com o procurador Alexandre Alvarenga, o MPT atua no enfrentamento aos casos de intoxicação no trabalho por meio do recebimento de denúncias, execução de projetos e atuação promocional. “Ainda que a atividade do MPT não seja essencialmente fiscalizatória, a partir das denúncias que recebemos da sociedade e na elaboração de projetos específicos relacionados a utilização de agrotóxicos, o MPT se soma às instituições parceiras na fiscalização, prevenção e combate ao mau uso de agentes tóxicos e na prevenção da intoxicação exógena no ambiente de trabalho”, explicou o procurador.
O painel ainda contou com palestras do conselheiro do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Sergipe (CREA-SE), Ronald Vieira Donald, e da coordenadora de Insumos Agropecuários da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro-SE), Aglênia Araújo.
O conselheiro do CREA-SE explicou como o órgão atua para fiscalizar o uso de agentes tóxicos no estado, “O CREA faz parte da Fiscalização Preventiva Integrada (FPI) desde 2016. Atuando nas regiões da bacia hidrográfica do Rio São Francisco. Esse é um programa que tem o objetivo de analisar todas as áreas produtivas ou industriais que de alguma forma causam danos ambientais ao Rio São Francisco. E uma das áreas de fiscalização é no uso de agrotóxicos”.
Estavam presentes no evento profissionais da vigilância em Saúde e da Rede de Atenção à Saúde, a exemplo de médicos, enfermeiros e referências técnicas em saúde do trabalhador. Para o técnico em Segurança do Trabalho do Hospital Regional de Itabaiana, Robson Santos, iniciativas como essa são relevantes para a sociedade em geral.
“As palestras foram muito esclarecedoras. Porque aquelas pessoas que não são ligadas a essa área de proteção e segurança no trabalho puderam conhecer mais sobre os riscos do mau uso de EPI’s (Equipamentos de Proteção Individual), sobre a importância dos EPC’s (Equipamentos de Proteção Coletiva), foi muito produtivo”, finalizou Robson Santos.


